quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Goiânia terá consultoria para a Copa do Mundo de 2014


Comitê goiano para o Mundial contrata multinacional inglesa para assessorar na tentativa de ser uma das sedes do Mundial

Goiânia deu, ontem, mais um passo na tentativa de ser uma das 12 sedes para a Copa do Mundo de 2014. O Comitê Executivo da Copa de 2014 em Goiânia (Coexgyn) anunciou a contratação de uma empresa multinacional de consultoria, que assistirá a capital desde o desenvolvimento do projeto final a ser apresentado à Fifa até a execução do mesmo, caso a cidade seja confirmada para receber jogos do Mundial.

A definição das 12 cidades-sedes pela Fifa ocorrerá em março. Até lá, segundo o sócio responsável nacionalmente pelos trabalhos de coordenação do Mundial, Maurício Girardello – da inglesa Price Waterhouse Consultoria (PWC) –, quatro representantes da empresa estarão em Goiânia para diagnosticar as carências e qualidades da cidade e elaborar, a partir daí, um projeto para ser apresentado à Fifa.

“Nós reunimos de agosto a dezembro do ano passado todas as informações necessárias para desenvolver o projeto para apresentar para a Fifa. Essas informações já estão com a equipe da Price. Agora já estamos formatando todas as informações demonstrando o profissionalismo e a disponibilidade do Estado de Goiás para que tenhamos a mesma consultoria contratada pela CBF”, afirmou o diretor executivo do Coexgyn, Barbosa Neto, ontem, após a assinatura do contrato com a PWC, em Goiânia.

De acordo com Maurício, a PWC vai assessorar o Coexgyn em todos os níveis em que há exigências pela Fifa – infraestrutura, transporte, segurança, etc. “Vamos apoiar Goiânia, dar um toque profissional, visão empresarial e criar uma estratégia para aprimorar e fortalecer a candidatura da cidade”, ressaltou Maurício.

Caso Goiânia seja escolhida uma das sedes do Mundial, a empresa passará a acompanhar a execução do projeto.

A PWC, que atuou na Copa da Alemanha 2006 e trabalha na organização do Mundial da África, já tem como clientes no Brasil o Ministério dos Esportes, a CBF e a Associação Brasileira da Indústria de Base (Abib), além de estar desenvolvendo o mesmo trabalho em Belém e mais duas candidatas as quais Maurício preferiu não citar alegando que a negociação está na fase final.

Mobilização
A empresa avaliou todas as candidatas a sede do Mundial a pedido da Abdib. Evitando comparações, Maurício disse que Goiânia está entre as cidades que mais estão mobilizadas e se organizando para a disputa. “Muitas cidades não estão se organizando minimamente”, salientou o empresário que não acredita que Florianópolis seja concorrente direta de Goiânia na disputa, como afirmou o jornal O Globo, em dezembro.

“Isso é apenas especulação da mídia. Não acredito que haja esse tipo de competição. Goiânia concorre com si própria. Temos de fazer o que temos condições para atingir as exigências da Fifa. Será um legado para a sociedade”, finalizou Maurício.

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